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Mentalidade amiga da natureza

Meus pais me ensinaram bons hábitos tais como economizar eletricidade e água, não desperdiçar alimentos e encontrar usos alternativos para as coisas que não mais serviam ao seu propósito original. Nossa família não tinha muito dinheiro, de forma que cuidar bem das coisas era uma escolha lógica e prática. Nunca me ocorreu relacionar esses costumes com o ambientalismo.

Ávida leitora de jornais na adolescência, tomei conhecimento das questões ambientais, mas somente quando ativistas recorriam a medidas extremas tais como furtos, incêndios criminosos, demonstrações violentas, etc. para atrair atenção à sua causa ou para “corrigir um erro”. No meu entendimento à época, eram assuntos bem menos importantes que as guerras, os crimes e as outras violências que ocupavam as mesmas páginas de notícias. Por isso, associava o ambientalismo somente aos elementos mais radicais e o termo “ambientalista” àqueles envolvidos com atividades bizarras denunciadoras. Mantive as práticas sensatas que aprendi na infância, sem conexão com minha responsabilidade pessoal de proteger o ambiente.

Hoje sei que as generalizações da minha juventude estavam erradas. Estou longe de ser especialista no assunto, mas aprendi a valorizar a importância de um olhar mais consciente dos assuntos ambientais em muitas das minhas decisões e na vida em geral. Para mim, uma mentalidade ecológica engloba estes elementos:

 

Sensibilidade. Ler e estudar para me manter informada sobre as preocupações e soluções locais, nacionais e mundiais com respeito ao ambiente, e para melhor entender os sistemas ecológicos da área em que vivo. 

Gosto do fato de as informações sobre os produtos que compro e os processos relacionados à sua fabricação e descarte serem mais acessíveis hoje do que eram anos atrás. Posso optar por produtos orgânicos e biodegradáveis. Posso escolher não adquirir aqueles de empresas que, na prática, não apoiam o ambiente.

Gratidão. Valorizar o maravilhoso mundo em que vivo, encantar-me com tudo que Deus criou e orquestra diariamente, e criar espaços no meu coração e em meus pensamentos para a beleza e a gratidão. A gratidão e a consciência caminham de mãos dadas.

Respeito. Acredito que respeitar Deus é, em parte, respeitar toda Sua criação. Por isso, sinto-me responsável pelos outros 7 bilhões de habitantes, assim como pelas gerações que virão, para não tirar do planeta o que não pode ser reposto nem mais do que preciso. Vou me esforçar para ter mais consideração pelos demais e ser menos egoísta.

 

Quero aprender mais sobre o ambiente e suas questões, incorporar a consciência ecológica ao meu estilo de vida, ir além do uso correto da eletricidade, da água, dos outros recursos, e de não poluir o planeta. Busco maneiras de viver de forma mais simples, porque acredito que me ajudará a desperdiçar menos.

As informações disponíveis sobre vários assuntos ambientais podem ser excessivas e conflitantes. Isso pode causar frustrações. Demora aprender a discernir os fatos de achismos ou opiniões infundadas. É preciso equilíbrio para não ser arrastado pelo entusiasmo em torno de uma região ou de uma ideia a ponto de ignorar os outros lugares e os outros pensamentos. Ser coerente e vigilante requer disciplina e paciência. Não consigo aderir a todas as práticas benéficas ao ambiente sugeridas, mas posso fazer tudo que está ao meu alcance.

Olivia Bauer é consultora de comunicações em Winnipeg, Canadá.

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