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É dando que se recebe

Você deve ter notado a paz e a felicidade, ou até mesmo o fulgor, nas pessoas que têm o  hábito de dar. Quer seja o seu tempo, dinheiro, ou apenas uma palavra amiga, elas parecem não só estarem sempre satisfeitas, mas até têm o suficiente para compartilhar com outros. Jesus, na seguinte passagem, explicou o porquê: “Dai, e dar-se- vos-á. Boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão.” (Lucas 6:38).

Se dermos e cedermos a certas exigências dos outros para fazê-los felizes, colocando os seus desejos acima dos nossos próprios, às vezes talvez achemos que estamos perdendo. Mas não é verdade, porque Deus vê esse altruísmo e retribui. Nunca se perde por dar.

*

Conta-se a história de uma senhora abastada que, já idosa, converteu-se ao cristianismo. Certo dia, quando caminhava pela cidade acompanhada da neta, um mendigo aproximou-se e contou-lhes a sua história. Depois de escutá-lo com atenção, a senhora tirou uma nota da carteira e entregou-a ao pedinte. Na esquina seguinte havia um voluntário do Exército da Salvação, a quem ela também deu um donativo. A neta, olhando-a com curiosidade, disse:

— Vovó, a senhora deve ter perdido muito desde que se tornou cristã, não é?

— Com certeza. Perdi o nervosismo, o espírito crítico e a mania de passar todo o meu tempo livre em eventos sociais frívolos e prazeres sem sentido. Perdi também um espírito ganancioso e egoísta. Realmente, eu perdi muita coisa.

— Por outro lado — continuou a senhora — ganhei o inestimável: paz de espírito, poder na oração e um Amigo sempre presente, que me conhece, ama e protege. Passei a me sentir realizada e encontrei uma riqueza interior que nunca conheci,  fé que afasta todos os temores, a promessa de um lar celestial maravilhoso quando eu passar para a outra vida, e muito mais! Sim, estou contente pelo que perdi, e o que ganhei não tem preço!

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O Banco do Céu

— Leve isto àquela pobre viúva que mora na entrada da cidade — disse o velho sapateiro alemão ao seu jovem aprendiz, entregando-lhe uma cesta de legumes frescos da sua horta. O sapateiro trabalhava duro no seu ofício e cultivava sua pequena horta para ajudar na renda, mas ainda assim, sempre dava do pouco que tinha.

Quando lhe perguntaram como que ele conseguia dar tanto, respondeu:

— Não dou nada. Empresto ao Senhor e Ele me retribui muitas vezes mais. Fico constrangido por as pessoas pensarem que sou generoso, sendo que recebo tanto em troca. Há muito tempo, quando era bem pobre, conheci alguém ainda mais pobre do que eu e quis lhe dar alguma coisa, mas não via como poderia, pois eu mesmo tinha pouco. Mas foi o que fiz e o Senhor tem me ajudado desde então, nunca deixando faltar serviço. Além disso, a minha horta produz em abundância e, por isso, nunca parei para pensar duas vezes quando ouço falar de alguém em necessidade. Ainda que eu tivesse dado tudo que tenho, o Senhor não me deixaria morrer de fome. É como dinheiro no banco, só que, neste caso, o Banco do Céu nunca falha e recebo os juros cada dia.

Deus adora dar mais do que você, e nunca o deixará dar mais do que Ele, retribuindo sempre com muito mais do que você conseguiria dar! Quanto mais você der, mais Ele lhe devolverá.

Talvez Deus nem sempre o recompense com dinheiro, mas através de proteção contra acidentes, infortúnios ou doenças graves que teriam lhe custado cem vezes mais do que aquilo que você deu! Ele irá recompensá-lo de alguma forma!

*

Dê e lhe será dado!

Diz a lenda que vivia num certo mosteiro um monge muito generoso que jamais negara nada a nenhum mendigo e dava tudo que podia aos necessitados. O estranho era que quanto mais ele dava, mais rico o mosteiro ficava.

Quando o velho monge morreu, foi substituído por outro de natureza totalmente contrária. Ele era duro e mesquinho. Certo dia, um senhor de idade chegou ao mosteiro dizendo que estivera ali anos atrás e buscava abrigo novamente. O novo responsável recusou o pedido do visitante, dizendo que o mosteiro já não podia praticar a hospitalidade de antes.

— Nosso mosteiro não pode oferecer nada a estranhos como quando éramos ricos — disse ele. — Hoje em dia quase ninguém dá mais doações ao nosso trabalho.

— Ah — disse o desconhecido — acho que é por causa do irmão que o senhor expulsou do mosteiro.

— Não me lembro de termos feito isso — exclamou o monge intrigado.

— Expulsou sim — foi a resposta. — E ele tinha um irmão gêmeo. O que o senhor baniu chamava-se ‘Dê’, e seu irmão gêmeo era, ‘Lhe será dado’. O senhor expulsou ‘Dê’, então o irmão dele decidiu ir embora também.

David Brandt Berg (1919-1994) era filho da conhecida evangelista americana, Virginia Brandt Berg. Em 1968, juntamente com sua esposa e filhos adolescentes, iniciou um trabalho voltado para os jovens da contracultura em Huntington Beach, na Califórnia, o qual se expandiu, tornando-se o movimento missionário cristão internacional conhecido hoje como A Família Internacional (AFI)(Os textos escritos por David Brandt Berg usados na Contato são adaptações.)

 

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