Histórias da Bíblia

Meus (anti) heróis

Setembro 2014 | Tagged sob Histórias bíblicas

É comum os relatos históricos ou literários romantizarem seus heróis. Seus defeitos — partindo do princípio que os tinham — não costumam chegar a esses textos. Contrastantemente, os livros bíblicos não conferem o mesmo tratamento aos protagonistas dos grandes feitos narrados em suas páginas. São descritos sem maquiagem, o que, a meu ver, acrescenta credibilidade à Bíblia. Na verdade, é marcante como seus “heróis da fé”, à exceção de Jesus, não tinham nada de perfeito.

É muita agitação

Maio 2014 | Tagged sob Histórias bíblicas

Uma narração criativa dos eventos que culminaram em Atos 2

“Agitação” é a palavra que me ocorre quando penso nele. Não consigo esquecer quando o vi pela primeira vez, durante um culto sabático. Judite, uma viúva idosa que tinha as costas terrivelmente deformadas, aproximou-se de um rabi que estava de passagem por aquelas bandas, implorando ajuda. Logo depois, estava de pé, ereta, pela primeira vez em anos! Como pôde ser possível?1

O que é beleza?

Julho 2013 | Tagged sob Beleza

Faz pouco tempo, fiz uma pesquisa sobre “beleza” nos textos bíblicos.

Descobri que o Antigo Testamento está cheio de mulheres bonitas. Sara era uma delas.1 Rebeca era “muito formosa”.2 Raquel era bonita de rosto e corpo.3 Em toda a terra, não se achavam mulheres tão formosas como as filhas de Jó.4 A lista é longa. Acho que minha favorita é Abigail que, conta-nos a Bíblia, era bonita e inteligente.5 É todo o elogio que uma mulher quer.

Heroi anonimo

Abril 2013 | Tagged sob Exercícios espirituais

É bem conhecida a história do garoto que cedeu seu almoço para dar de comer a uma multidão.1 Jesus tomou os dois pãezinhos e cinco peixes doados pelo rapaz e abençoou a comida que foi milagrosamente multiplicada para alimentar milhares de pessoas. Quem era o rapaz? Qual era o seu nome? Qual era o nome da mãe atenciosa que se lembrou de lhe dar o almoço para levar? Esses detalhes não são informados.

Os heróis anônimos são aqueles que, discretamente, realizam simples atos de bondade que servem de pano de fundo para tantos milagres de libertação, cura e provisão. Considere os homens que carregaram o amigo paralisado em sua cama. Ansiosos para levá-lo até Jesus para que o curasse, abriram parte do telhado para descê-lo em meio à multidão que estava na casa onde Jesus ensinava.2

Deus e atemporal

Outubro 2012 | Tagged sob Histórias bíblicas

Aprendi que Deus não tem pressa. Talvez por Ele ser eterno. Afinal, para que se apressar se Ele tem todo o tempo do mundo?

Deus é um investidor, não um especulador. Ele não “compra” algo hoje com a intenção de “vender” amanhã. Com toda certeza, espera obter retorno do que investiu, mas pode esperar muito tempo, se necessário. Ele investe em gente e não parece se importar se a recompensa demorar a vir, pois sabe que, no futuro, também será importante.

A escolha

Outubro 2012 | Tagged sob A vida

Você alguma vez já pensou na escolha que Moisés teve de fazer ao renunciar ao Egito? Foi essa decisão que o tornou célebre. Salomão é conhecido pela sua sabedoria; Daniel, pela sua visão; Davi, pelos salmos que compôs; Pedro, pelo zelo; mas Moisés entrou na história pela decisão que tomou.

Na galeria da fama de Deus que se encontra no capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, Moisés consta como um dos heróis da fé: “Pela fé, Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter o gozo do pecado. Teve por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa”1.

A fundação da fé

Maio 2012 | Tagged sob Histórias bíblicas

Um Conto de Duas Cidades

No 17º capítulo do Livro de Atos lemos sobre as primeiras experiências de Paulo em Tessalônica e Beréia, duas cidades na região hoje conhecida como Grécia. Ambas tinham comunidades judaicas, sinagogas e, aparentemente, um número considerável de gregos proeminentes convertidos ao judaísmo.

Em Tessalônica, “Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles, e por três sábados discutiu com eles sobre as Escrituras, expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos. E este Jesus que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo.”1 Alguns dos seus ouvintes foram persuadidos, enquanto outros provocaram uma perseguição aos cristãos, forçando Paulo e Silas a fugir para Beréia, cidade vizinha.

Serepta

Outubro 2011 | Tagged sob Histórias bíblicas

A passagem em 1 Reis 17:8-16 recontada

— Você tem algo para eu comer, algo para eu beber? —perguntou com modéstia o estranho. Estou fraco, com fome e cansado da viagem. Por favor, eu imploro.

Meu coração se condoeu daquele homem. Eu também sentia as dores da fome. Serepta, onde eu vivia, se encontrava no mesmo estado de onde quer que ele havia vindo: presa nas garras da estiagem. Eu também estava fraca e cansada e precisava que alguém me resgatasse da morte.

Tocando Jesus

Setembro 2010 | Tagged sob Histórias bíblicas

Uma releitura de Lucas 8:43–48

Certo dia, Jesus estava a caminho da casa de um homem cuja filhinha estava gravemente enferma. Como de costume, uma multidão O seguia e cercava de tal forma que não podia se movimentar livremente. Em meio de toda a essa gente, havia uma mulher que sofria com uma hemorragia contínua fazia 12 anos, durante os quais consultara muitos médicos que não a puderam curar. Ela já tinha gastado todo o seu dinheiro com tratamentos e padecido muito por causa deles, mas ainda continuava sangrando.

Com sede nunca mais

Agosto 2010 | Tagged sob Histórias bíblicas

Uma releitura de João, capítulo 4

Susana suspirou enquanto amarrava o lenço sobre o cabelo longo e negro. Tomando um cântaro de barro, começou a pé o longo, quente e poeirento caminho para tirar água do poço comunitário que ficava perto de Sicar, a vila samaritana em que vivia.

Aproximou-se do poço um tanto desconfiada, pois junto a ele estava sentado um estranho que, pela aparência, ela concluiu ser um judeu. A mulher surpreendeu-se quando o forasteiro lhe pediu água, pois os costumes religiosos dos judeus proibiam a estes a interação com samaritanos, considerados “impuros”.

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