O denominador comum

O denominador comum

Eu gostaria que você pudesse conhecer pessoalmente três pessoas que no último ano me impressionaram grandemente. A primeira foi um garçom que limpou minha mesa, sentado numa cadeira de rodas. Ele era de uma simpatia tão grande, que não me surpreendi quando o gerente do restaurante me disse que era seu melhor funcionário. “Acho que mais gente volta ao restaurante por causa dele do que por causa da comida” — disse brincando.

A segunda pessoa foi um mendigo cego, que me deu um sorriso tão caloroso e me abençoou com tanta sinceridade, que hoje o procuro sempre que passo perto do lugar onde ele costuma ficar. Jesus disse que mais abençoada coisa é dar do que receber e é o que o meu amigo cego ensina os outros a acreditar.

A terceira foi uma mulher de meia-idade que trabalha em um caixa e, mesmo depois de oito horas de pé em seu posto de trabalho, presenteou-me com um “Tenha um bom dia” tão genuíno que mudou completamente o meu dia. Não faz diferença ela ter dito a mesma coisa para todos os clientes antes e depois de mim. Naquele momento, eu estava me afogando e ela foi meu salva-vidas.

O que gente assim tem que falta à maioria de nós e chega a causar inveja, não das suas circunstâncias, mas da sua atitude? Como anjos disfarçados, eles, que poderiam ser considerados “zebras” num campeonato de bondade, parecem nos dizer: “Entre para o time!”

Na tentativa de desvendar o mistério, procurei entre eles um denominador comum. Como conseguem não apenas superar as adversidades, mas também levantar o ânimo de tantos? Acho que descobri: Estão tão agradecidos pelo que têm que não desperdiçam tempo desejando que as coisas fossem diferentes. É uma atitude vitoriosa que só pode advir do conhecimento e da certeza do amor de Deus.

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“Apesar de sermos incompletos, Deus nos ama completamente. Apesar de sermos imperfeitos, nos ama perfeitamente. Apesar de nos sentirmos perdidos e sem uma bússola, o amor de Deus nos envolve integralmente. ... Ele ama  cada um de nós, inclusive os rejeitados, defeituosos, desajeitados, machucados ou feridos.” — Dieter F. Uchtdorf (nascido em 1940)

“Há dois tipos de pessoas no mundo. O que institivamente procura toda oportunidade para ser uma ‘vítima’ e o que não deixam escapar uma chance de superar — sem se importar onde estão na vida e o que acontece ao seu redor. … Somos indivíduos poderosos. Vamos usar esse poder para criar algo belo!”—Christopher Hawke

Keith Phillips

Keith Phillips

Keith Philips foi editor-chefe da revista Activated (versão em inglês da Contato) por 14 anos, de 1999 a 2013. Ele e sua esposa, Caryn, trabalham atualmente com pessoas sem-teto nos EUA.

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