Xô, tristeza!

Xô, tristeza!

Eu estava de mal humor e não estava fácil melhorar meu astral. Não sou lá muito emotivo nem tenho dificuldades para me automotivar, mas aquela vez estava complicado. E no meio de tudo isso um amigo ganhou um Mercedes-Benz em algum tipo de sorteio!

Primeira reação: Fiquei feliz. Então coisas desse tipo de fato acontecem, inclusive com gente que conheço! Minha segunda reação foi me perguntar: Cadê meu Mercedes-Benz?

Queria que algo assim acontecesse comigo. Não precisava ser um carro, mas não faria mal ganhar passagens para um cruzeiro, férias em um ressorte tropical ou até gratuidade em uma academia de musculação.

Passei a verificar minha caixa de e-mail toda manhã com o coração cheio de expectativas, mas parecia que o máximo que vinha na minha direção era um monte de ofertas de promoção. Decepcionado, sentia que merecia ser mais feliz do que estava sendo.

Meu momento de clareza veio quando escutei uma palestra ministrada por Joyce Meyer na qual ela dizia: “Pare de dar a todo mundo a responsabilidade de fazê-lo feliz. Minha vida mudou radicalmente quando parei de achar que os outros tinham a obrigação de me fazer feliz e decidi ser feliz. Vou fazer coisas que me façam feliz. Não de uma forma desequilibrada. Faço muitas coisas pelos outros. Adoro ajudar. É uma das coisas que mais gosto. Adoro estar atenta às necessidades das pessoas e atendê-las. Mas vi que estava começando a ficar meio amargurada. ‘E eu? E eu? E eu?’ Cantei essa canção triste tanto tempo, aposto que Deus pensava ‘Não... Não de novo! Por favor, pare com isso. Não aguento ouvir mais!’ Hoje estamos nos livrando de todas as desculpas. Se algo precisa ser feito por você e ninguém for fazer, então faça-o você mesmo.”1

Vi que estava esperando que alguém ou um golpe de sorte surgisse para consertar as coisas para mim e me fazer feliz. Mas precisava parar de atribuir às outras pessoas a missão de me fazer feliz. E a escalada para fora da fossa em que eu me encontrava começou com a mudança da minha atitude, mas foi o início do processo. Aprendi outras coisas, com outros conselhos, que talvez o ajudem quanto estiver em uma situação similar:

1. Pergunte-se: O que este dia pode me ensinar? O que posso aprender agora mesmo? Com frequência, deixo-me absorver pelas coisas que quero que aconteçam e, quando não se materializam no tempo que quero, fico impaciente. Concentrar-se no presente e no que está fazendo hoje pode ajudá-lo a lidar com aqueles momentos em que você está esperando que coisas emocionantes aconteçam na sua vida. Como alguém disse: “Aprenda algo cada dia. Do contrário, desperdiçará o dia e a vida é curta demais para isso.”

2. Traga algo novo para seu dia. Não tem de ser nada grande: um novo sabor de chá, uma nova maneira de preparar seu café matinal, misture os gêneros de música na sua lista, faça uma assinatura para um novo podcast. É fácil ficar preso à mesma maneira de se ver, aos seus gostos e preferências e até ao que pensa que é capaz de realizar. Acontece muito comigo e, por isso, de vez em quando, tenho de fazer algo novo —qualquer coisa. E muitas vezes me surpreendo quando descubro uma nova preferência ou que tenho habilidades que nunca sonhei ter.

3. Vá para fora, faça exercícios e cuide de si. Ninguém vai fazer isso por você e ninguém vai fazer escolhas saudáveis por você.

4. Ore pelos outros. Abra o coração. Quando penso e oro por amigos e parentes, não estou gastanto tempo preocupado comigo mesmo. As bênçãos são duplas: envio bênçãos para os outros e me estresso menos.

5. Seja grato. Tenho um trabalho sedentário e na parede em frente da minha escrivaninha instalei uma prateleira onde coloco fotos e bugigangas. Deixo ali coisas que são importantes para mim, que me trazem sentimentos bons: uma foto de meu sobrinho recém-nascido, da minha família, canhotos de tickets que trouxe das férias, cartões postais de amigos, pequenas peças de artesanato... É meu “mural da gratidão”. Encontre uma maneira de tornar o sentimento de gratidão fácil de vir.

1. Joyce Meyer, How to Take Care of Yourself

Roald Watterson

Roald Watterson é editor e desenvolvedor de conteúdo.

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