Oração

Ganhos da oração

Faz uns três mil anos,um sábio chamado Agur, disse: “Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, há quatro que não conheço.”

É mesmo? Só quatro? —pensei quando li essa declaração. Bom, ele pegou quatro muito especiais.1

Recentemente considerei alguns benefícios que tenho com a oração. Refleti especialmente nos vários aspectos de estabilidade e clareza —equilíbrio interno e graça— que adiciona à minha vida. Copiando o modelo de quatro elementos de Agur, relacionei aqui os principais ganhos que tenho ao orar.

Determinação inabalável

“Deus ainda está no trono e a oração muda as coisas!”Há anos tenho encerrado meu programa de rádio, Momentos de Meditação, com essas palavras. Certa vez, alguém me escreveu questionando: “Não encontrei essa frase na Bíblia.”

É verdade, não está entre os versículos bíblicos, mas, com toda certeza está de acordo com as Escrituras e expressa uma importante verdade.

Contra a parede

Minha passagem para Uganda estava reservada para dali a duas semanas e,sentada no meu quarto, eu contava o dinheiro que tinha na carteira.

Eu estava tentando ir da Tailândia para a África Oriental, para continuar o trabalho cristão que fazia lá. Deus me disse que proveria o dinheiro, mas com o meu salário na época, não conseguiria economizar para uma viagem tão longa.

Não é estranho. É Deus!

Mônica, minha esposa, costuma dizer: “A gente faz o que pode e Deus, o que a gente não pode.” Esse pensamento é, ao mesmo tempo, simples e poderoso. Às vezes, para mim, é também incômodo, pois minha tendência é não sossegar até ver a situação resolvida. Quando as duas atitudes se conjugam, os resultados costumam ser excelentes, pois continuamos buscando soluções sem ignorar que Deus está conosco e que há certas coisas que cabem a Ele resolver.

O projeto social que coordenamos é um exemplo disso. Diante de situações cujas grandezas e dinâmicas com frequência estão bem além da nossa modesta capacidade de compreender e mais ainda de resolver, temos visto os bons resultados de ouvir um ao outro, as pessoas envolvidas na questão, gente sem relação com a situação (que muitas vezes oferece uma visão fresca de tudo) e, principalmente, Deus.

A oração modelo

Na Bíblia encontramos vários registros de orações feitas por Jesus. Às vezes, passava a noite orando.1 Com frequência, levantava antes do amanhecer para orar sozinho.2 Também orava diante de Seus seguidores para lhes dar um exemplo.3

Ele orou pelos Seus discípulos e por todos que, ao longo das eras, viriam a conhece-lO.4 Ofereceu orações de louvor e agradecimento ao Seu Pai.5 Também orou nos momentos de angústia e dificuldades pessoais.6

Duas listas

Acredito em oração.Funciona e muda as coisas para melhor. Acredito principalmente que orar produza em mim bons efeitos e mudanças para melhor.

Gosto de listas. Faço as mais diversas listas e tenho duas para oração. Em uma delas, incluo as coisas pelas quais estou atualmente orando. Alguns itens dessa relação estão de tal forma presentes nos meus pensamentos que não preciso anotá-los, enquanto outros são pedidos de amigos ou situações sobre as quais fiquei sabendo que, para não ficarem esquecidos, escrevo. Tudo pelo qual será preciso orar mais de uma vez entra na lista.

Entendimento. Soluções. Fé.

Nem tudo que lhe parece lógico é necessariamente certo. Como você é humano e falível, sua maneira de ver as coisas pode não coincidir com a Minha, pois: “Os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os Meus caminhos. Assim como os Céus são mais altos do que a Terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”1.

Talvez você consiga decifrar algumas coisas e acertar de vez em quando, mas se sairia muito melhor se aprendesse a Me pedir pela Minha percepção e pelas Minhas soluções.

O que a oração pode fazer

A oração —secreta, fervorosa e feita com fé— está na raiz de toda bondade pessoal.
William Carey (1761–1834), missionário inglês.

*

A oração não deve ser vista como um dever que devemos cumprir, mas um privilégio a ser gozado, um deleite que sempre revela novas belezas.
—E.M. Bounds (1835–1913), pastor e escritor americano.

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