Experiências

O jasmineiro

A morte de meu irmão me atingiu em cheio. Talvez o que mais pesou foi o fato de ter acontecido de forma inesperada. Aos 51 anos, John sofreu um infarto fulminante. Até então, parecia forte, saudável e sem nenhum problema de saúde. E isso tornou lidar com a perda ainda mais difícil para mim.

Quando crianças, éramos muito próximos e gostávamos muito da natureza. O fim da faculdade nos separou. Fui para o Sudeste Asiático onde criei minha família e segui carreira no magistério, enquanto John trabalhou como engenheiro na zona rural de Montana.

Compartilhando os bálsamos do amor

Faz alguns anos, à meia-noite de 17 de março — Dia de São Patrício — recebi uma ligação das Bermudas. O companheiro de quarto de meu filho de 27 anos me disse que ele estava desaparecido e suas roupas haviam sido encontradas em uma praia próxima.

A reserva secreta

Conta a antiga fábula que dois vizinhos cultivavam pomares semelhantes. Um deles regava suas plantas diariamente, enquanto o outro o fazia de forma mais espaçada. Na estiagem, as árvores do primeiro secavam, enquanto as do segundo continuavam seu crescimento. As raízes das que menos água recebiam se forçaram a profundidades maiores, em busca dos lençóis freáticos.

Não há desafio grande demais

As vozes pareciam abafadas quando eu, aos poucos, acordava da anestesia à qual me submeti para um procedimento médico na coluna.

O prognóstico médico era ruim: “É possível que ela não consiga levar uma vida normal e certamente não deve ter filhos. A situação da sua coluna é muito grave.”

Perdida na minha cidade

Imaginava que a trans­ferência não passaria de uma simples mudança de cenário, que exigiria, no máximo, ajustes menores. Afinal, eu estava voltando para o país em que nasci, onde o idioma, as pessoas e os costumes não eram novidades de forma alguma. Se conseguira me acostumar ao calor de rachar, ao tempero picante, aos rick­shaws e às monções da Índia e do Nepal, onde passara oito anos fazendo trabalhos voluntários, certamente voltar para o lugar no qual me criei não seria difícil.

Meu Aconcágua

Quando eu era criança, meu pai participava de um clube de montanhismo que, aos domingos, reunia pessoas de todas as partes do Rio de Janeiro para fazer escaladas. Depois que aprendeu as principais trilhas, começou a levar meus irmãos, eu e outros adolescentes do bairro para vários montes na região. Aprendi que a vida é como uma cordilheira e que cada montanha precisa ser conquistada de maneira diferente.

Um cego me ensinou

Eu havia mudado fazia pouco tempo para Winnipeg. Como meu apartamento ainda não dispunha de conexão com a Internet, dirigi-me à cafeteria Starbucks mais próxima para me conectar à Web e trabalhar um pouco.

No caminho, fiquei em dúvida se havia colocado a carteira na mochila e parei para olhar. Naquele instante, senti uma batida forte no meu tornozelo e, automaticamente, virei para ver quem me estava “atacando”.

Momento a momento

Quando nosso filho, Pete, tinha três anos, foi diagnosticado que ele tinha leucemia e isso mudou nossas vidas drasticamente. Não há um manual de instruções que prepare uma pessoa para lidar com o fato de um filho ter uma doença que pode matá-lo. Apesar de termos encontrado abrigo nos braços amorosos de Jesus, nosso terno pastor, tivemos de buscar uma maneira de lidar com o que aconteceu nas semanas e meses que sucederam o diagnóstico.

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