Experiências

Tributo a uma borboleta

Andja nasceu em 1962, na República da Bósnia e Herzegovina, antiga Iugoslávia. Quando a guerra foi deflagrada nos anos 1990, a família de Andja fugiu para Vojnic, uma pequena cidade croata. Seu marido ficou mentalmente traumatizado pelas atrocidades da limpeza étnica e teve de ser permanentemente hospitalizado. Com isso, Andja passou a criar três filhos sozinha e, ao mesmo tempo, tinha de lidar com o diabete e a psoríase, que lhe maltratavam o corpo. Vivia do cultivo da terra e com a ajuda de organizações humanitárias. Foi assim que nos conhecemos em maio de 2000.

Meu encontro com Phoebe

Faz alguns meses, enquanto visitava Keith e Caryn1 em San Antonio, Texas, eles me visitaram para acompanhá-los à casa de Phoebe, uma amiga com apenas 22 anos, que descobriu ter leucemia e se submeteu a tratamento.

Durante o jantar, a jovem me contou que, fazia dois dias, um exame indicara que a doença não estava mais em remissão e se mostrava muito agressiva. Provavelmente, não lhe restava mais de quarto meses de vida.

Um tipo diferente de segurança

Não vão voltar!

Lembro como me senti quando finalmente percebi a situação: sozinha, com medo e insegura. Havia muitos anos que, em um país pobre no Sul da Ásia, trabalhava em um projeto social, no qual, apesar de muito ativa, não era a responsável pela operação, mas um “componente da máquina”.

O inesperado

Nosso jeep ia aos solavancos pela trilha acidentada que nos levaria para a estrada principal de volta para Nairóbi, onde morávamos. Voltávamos de uma área rural remota do Quênia onde realizamos um projeto de auxílio humanitário com excelentes resultados. Meus pensamentos já se envolviam na movimentada semana que teríamos pela frente. A data para o próximo projeto já estava marcada, toda a ação precisava ser planejada, organizada e os dias pareciam curtos para tudo que havia para ser feito.

Eu amo a vida!

As paredes do quarto se iluminam com o amanhecer. Esfrego os olhos, espreguiço-me e bocejo, deixando os pensamentos vagar pela estrada da memória, revisitando as voltas e reviravoltas da vida. Fiz uma descoberta. Não fui a primeira, mas aprendi o que traz felicidade e que eu também posso ser feliz.

À beira do precipício

Já se passaram quarenta anos, mas o que aconteceu naquele feriado na Escócia permanece vívido em minha mente. Era de manhã eu e meu amigo, Adrian, deixamos a pousada em Fort William, para escalar o Ben Nevis, a montanha mais alta da Grã-Bretanha (1.344 metros). Éramos dois adolescentes buscando aventuras e ignoramos as advertências dos moradores da região de que aquele não era um dia bom para escaladas.

A água

Aquela época do ano estava quente e seca. Não chovia fazia um mês e as culturas estavam morrendo, as vacas não produziam mais leite, os riachos secaram e nós, como os outros agricultores daquela área, temíamos a falência, que somente a chuva poderia evitar.

Eu estava na cozinha preparando o almoço quando vi meu filho de seis anos, Billy, caminhando resoluto e cuidadoso para a mata. Só conseguia ver suas costas. Minutos depois voltou correndo.

Cantando no trem

Sentado no vagão gelado do trem, Jack puxava o chapéu para cobrir bem as orelhas. Ele e os outros passageiros já estavam ali parados havia várias horas. A locomotiva a vapor e o primeiro carro do expresso noturno tinham descarrilado no meio do nada. Agora só lhes restava esperar pelo socorro. Era madrugada, em pleno inverno de 1959. Não havia energia, aquecimento nem luz, exceto a de algumas lanternas que o maquinista e alguns passageiros tinham.

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