Experiências

Realizando meus sonhos

Quando comecei a mapear minhas metas há dezoito meses, os desafios pareciam imensos. Contudo, clamei a promessa: “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”1 A partir de então, avancei com Sua ajuda. Meu plano era escrever e criar milhares de páginas, e montar livros infantis de boa qualidade, para a formação da fé.

Além do que se pode ver

A vida é cheia dos mais diversos desafios. Para alguns, os maiores aparecem já mais para o fim da estrada. Minhas principais dificuldades se me apresentaram pouco depois de eu nascer e ainda estão comigo. Sou cego.

Os médicos nunca conseguiram determinar a causa exata da minha cegueira e nada puderam fazer para remediá-la, mas o impacto dessa deficiência foi especialmente dolorido na infância. Uma lembrança se destaca na minha memória: quando eu tinha sete anos, minha família lia a Bíblia para mim e eu estava acostumado a, às vezes, segurar o livro nas mãos.

O triângulo das bermudas

Eu era um pouco resistente quando mais jovem, mas hoje reconheço a influência que a fé de meu pai teve em minha vida. Guardo no coração as memórias de, ao seu lado, ouvi-lo cantar hinos na igreja.

Minha família é de origem holandesa, de forma que as canções favoritas de meu pai eram em holandês. Depois de sair de casa para morar sozinha, uma dessas canções sempre me visitava a memória, especialmente quando me sentia desanimada ou preocupada. Vou incluir aqui uma tradução livre da letra:

O exame de renovação

Uma série de perdas me deixara zangada com Deus. Sozinha, sem nenhum meio de sustento, sem esperança em vista, tentei acabar com a minha vida. Recobrei a consciência no hospital, onde passei dias em recuperação.

Era Dia dos Namorados, o primeiro que passei sem o meu marido, e sentada sozinha no corredor do hospital, chorei as únicas lágrimas que ainda me restavam.

Vivendo com a perda

Steve era um menino alegre, com grandes olhos castanhos, cabelos louros e uma covinha que aparecia na bochecha direita sempre que sorria. Tinha olhos sonhadores e costumava se sentar à janela para ver a chuva, as nuvens ou os pássaros.

“Ele foi beijado por um anjo.” Foi o que me disse a parteira japonesa sorrindo, quando o colocou em meus braços logo quando nasceu, apontando para uma mecha branquíssima na parte de trás de sua cabeça. “Ele tem um chamado especial na vida.” Essas palavras se repetiam em minha memória ao longo dos anos e sempre me faziam querer saber seu sentido.

Pequenos passos verdes de progresso

Os médicos explicaram para Joe que havia quebrado o braço, resultado de suas atividades de traceur. O seu mundo girava em torno da superação de obstáculos enormes, corridas, escaladas, saltos e rolamentos, nos circuitos da paisagem urbana. Joe forçava seus limites saltando carros, muros e correndo sobre telhados. Às vezes, exagerava, enquanto Destino o observava à distância, esperando sua chance.

Na manhã em que quebrou o braço, Joe havia saído com uns amigos para treinar para um vídeo caseiro. E foi durante o aquecimento que Destino achou espaço para agir.

Um bilhete de amor de Deus

Estava com dor nas costas depois de passar muito tempo no pequeno assento de metal no ônibus, e meu rosto estava corado pelo sol abrasador que sem piedade passava pela janela para me acertar. O ônibus se sacodia pela estrada poeirenta daquela região semidesértica, onde casas sem cor e campos de mato alto formavam uma paisagem que combinava com meu estado de espírito. As últimas semanas foram especialmente desgastantes pelos esforços em que, com alguns amigos, estava envolvida para avançar em um novo projeto comunitário no qual sou voluntária. Os passos atrás somavam um número maior que os que nos levavam para frente e se juntavam aos problemas pessoais que eu vinha enfrentando para formar uma nuvem pesada de desânimo que pairava sobre mim.

Três tesouros

Perguntei-me recentemente o que me mantém estável em tempos de crise.O que me impede de desistir e dizer: “Não quero continuar tentando” “Não quero dar tanto”, “Não quero me importar tanto com as pessoas”, “Não quero ver meu coração partido mais uma vez”, ou “É um fardo pesado demais para eu carregar”?

O que não me deixa duvidar das promessas de Deus quando todas as minhas falhas e fracassos pairam sobre mim como uma nuvem negra e meus sentimentos ameaçam me dominar? Por que não cedo ao sentimento de impotência?

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