Conselho de pai

Conselho de pai
Evelyn com seu pai, no seu 17º aniversário.

Um dia do qual jamais me esquecerei aconteceu há uns sete anos, uma semana antes de eu completar 12 anos.

Ele começou como todos os outros. A ideia de fazer 12 anos parecia um desafio e até assustadora. Havia algumas semanas, pairavam grandes interrogações em minha mente e eu vivenciava apreensões inéditas para mim. Perguntava-me se a partir daquele aniversário eu teria de abrir mão das coisas de criança que eu gostava. Se, de uma hora para a outra, eu deveria simplesmente “crescer” e “amadurecer”. Na verdade, nem entendia ao certo o que esses termos significavam. Sentia-me confusa e perdida.

Naquela tarde, meu pai e eu saímos para caminhar e foi quando finalmente arrumei coragem para lhe fazer essas grandes perguntas. Suas respostas foram ao mesmo tempo simples, sábias e, mais do que dissipar meus temores com relação ao meu aniversário, se tornaram o meu Norte desde então.

Papai me garantiu que completar 12 anos de vida não significava que eu deveria crescer da noite para o dia nem que teria de abandonar os prazeres da infância. Explicou-me que saber desfrutar e valorizar as coisas simples é uma qualidade das crianças que nunca deveríamos perder, por mais velhos que ficássemos. E para minha surpresa, aprendi com ele que maturidade não tem nada a ver com tentar agir como alguém de mais idade ou impressionar os demais, mas é aprender a pensar mais nos outros do que em si próprio, é enxergar o mundo com olhos altruístas, tentar ver como fortalecer os outros, fazer uma diferença positiva na vida deles, colocando-me no lugar deles, sendo compreensiva e tendo compaixão. Em poucas palavras, é pensar nos outros antes de em mim mesma.

* * *

A verdadeira alegria

Esta é a verdadeira alegria na vida: ser usado para um propósito que para você seja de grande valor, ser uma força da natureza, em vez de um torrão egoísta de reclamações e tristezas, queixando-se de que o mundo não se dedica a fazê-lo feliz. A meu ver, minha vida pertence a toda comunidade e, enquanto eu viver, tenho o privilégio de fazer por esta tudo ao meu alcance. Para mim, é uma tocha esplêndida que devo erguer agora e manter acesa por tanto tempo quanto possível, antes de entregá-la às gerações futuras. — George Bernard Shaw

Evelyn Sichrovsky

Evelyn Sichrovsky

Evelyn Sichrovsky estuda Letras com ênfase em inglês. Participa também como voluntária em trabalhos missionários em Taiwan, onde vive com sua família.

Copyright 2021 © Activated. All rights reserved.