Pais

Opa e eu

Meu avô, a quem eu chamava “Opa”, e eu éramos inseparáveis. Ele aguçava meus instintos e compartilhava comigo seu amor pela natureza durante nossas caminhadas semanais pelas matas.

Cada semana, eu esperava ansiosa o momento quando meus pais me deixavam no apartamento de um quarto onde viviam Opa e Oma (minha avó) em um pequeno centro industrial da Alemanha.

Criando uma família

No consultório médico onde trabalho, temos uma paciente chamada Blender. Ainda não tive a oportunidade de lhe perguntar por que seus pais lhe deram o nome de um eletrodoméstico [N.T. Em inglês, “blender” significa liquidificador]. Talvez signifique algo belo em outro idioma. Não faço ideia!

Preocupações de mãe

Quando minha primeira gravidez terminou em um aborto espontâneo, não fiquei preocupada, mas com raiva. Contive-me por algum tempo, mas um dia eu literalmente ergui o punho para Deus e disse a ele: “Você me falhou!”.

Dois dias depois do meu acesso de fúria, descobri que já estava gravida e, meses depois, com meu lindo menino nos braços, ri de mim mesma, de minhas palavras insensatas e pedi perdão a Deus.

O sorriso do meu avô

Ele estava deitado em um leito hospitalar coberto por lençóis brancos e conectado a aparelhos por um emaranhado de mangueiras e fios. Aproximei-me e mal reconheci aquela pessoa de pele pastosa e bochechas murchas. Mas quando abriu os olhos e sorriu para mim, tive de me esforçar para não saltar em seus braços como sempre fizera. Meu avô, a pessoa que eu mais amava em todo o mundo, tivera um sério ataque do coração.

Um legado

Em outras épocas tinha ares de confiança e autoridade em tudo que fazia. Na juventude, dedicou cada momento de folga, inclusive suas férias, ao ministério cristão de jovens. Sua conversão se deu quando tinha pouco mais de vinte anos e se tornou muito zeloso de suas crenças e práticas. Organizava acampamentos de verão para multidões de jovens que acabaram de passar pelos difíceis anos que sucederam a Segunda Guerra Mundial e precisavam de uma imagem de pai e irmão mais velho.

Como ter um lar mais feliz

Segundo o Dr. James H. Bossard, ex-professor de sociologia da Universidade da Pensilvânia, uma das principais deficiências na vida familiar é a maneira como os pais falam na presença das crianças.

Após estudar longas gravações de conversas à mesa, escreveu: “Jamais imaginei que descobriria tal padrão nas conversas [durante as refeições] em família. Eu só queria descobrir sobre o que as famílias falavam, mas para minha surpresa, identifiquei hábitos de comunicação definidos e consistentes, em que o menosprezo era o elemento prevalente. Essas famílias raramente tinham algo bom para dizer sobre quem quer que fosse. 

Minha princesa

No primeiro aniversário de nossa filha, Audrey, planejamos uma pequena celebração com alguns amigos e familiares. Mas o que aconteceu foi uma opulenta comemoração com o tema de cupcakes no restaurante administrado pelos avós. Reconheço que dos que estavam ali, a aniversariante foi a que menos se beneficiou. Audrey passou boa parte do tempo observando os procedimentos, bem protegida nos braços de alguém e não quis saber de posar para fotos ao lado da vela solitária sobre o bolo, apesar (ou por causa) dos amplos esforços para animá-la a tirar a foto tradicional.

O maior de todos é o amor

1 Coríntios 13, parafraseado por uma mãe

Se eu viver em uma casa limpíssima e com tudo no lugar, mas não tiver amor, serei uma dona de casa, mas não terei um lar.

Se eu viver para encerar, polir e decorar, mas não tiver amor, meus filhos aprenderão sobre limpeza, mas não sobre bem-estar espiritual.

O amor esquece a poeira para buscar o riso das crianças.

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