Criando uma família

Criando uma família

No consultório médico onde trabalho, temos uma paciente chamada Blender. Ainda não tive a oportunidade de lhe perguntar por que seus pais lhe deram o nome de um eletrodoméstico [N.T. Em inglês, “blender” significa liquidificador]. Talvez signifique algo belo em outro idioma. Não faço ideia!

Não escolhemos nossos nomes. Tem gente que parece que ganhou na loteria da família, se tal coisa houvesse, no que diz respeito à genética, situação econômica, talentos naturais ou simplesmente por nascer em um ambiente amoroso e feliz. Outros, nem tanto. Todos conhecemos histórias familiares de partir o coração. E todos conhecemos nossas próprias histórias e como pais, irmãos, tios, tias, avós e primos influenciaram nossas vidas positivamente ou negativamente. Há também os que cresceram sem conhecer suas famílias biológicas ou sabem de alguém nessa condição.

Meus filhos estão chegando à adolescência e isso tem aumentado em mim a consciência da necessidade de investir tempo e esforço para criarmos a família que queremos. Como a vida é corrida e ocupada, estou aprendendo que preciso reexaminar minhas prioridades. Estas são algumas coisas que tenho aprendido:

Faça o que pode com quem pode. Nem sempre dá para esperar que toda a família esteja reunida para fazermos algo juntos. Todas as dinâmicas e combinações de nossa família são importantes e contribuem para a “vibe” da família.

A comunidade é importante para a família. Como diz o ditado, “É preciso uma aldeia para criar uma criança”. Nossos filhos recebem muito por terem tantas pessoas maravilhosas em suas vidas e nós, pais, também. Então, investimos em nossa comunidade e passamos tempo com ela.

Dia a dia. A cultura da família se desenvolve nas pequenas coisas: orar pela noite juntos, grupos de mensagens, tarefas compartilhadas, risos, abraços, debates e todas essas coisas cotidianas. São os fios com os quais criamos o tecido da família. Isso tem um efeito muito maior do que as férias anuais ou os grandes eventos. Reconhecemos o valor e a beleza dessas coisas.

A família que ora unida permanece unida. Uma das melhores maneiras de ensinar nossos filhos a depender de Deus é lhes demonstrar como dependemos dEle.

Famílias fortes criam sociedades fortes. Acredito firmemente que Deus tem interesse em nossos laços familiares e quer nos ajudar a construir famílias fortes e felizes, inclusive em meio aos muitos desafios que nos cercam.

Marie Alvero

Marie Alvero foi missionária na África e no México. Vive atualmente com seu marido e filhos a Região Central do Texas, nos EUA.  

Mais nesta categoria « Preocupações de mãe Opa e eu »
Copyright 2021 © Activated. All rights reserved.