Perdão

Perdoar é divino

O poder de perdoar é parte da natureza e da essência de Deus, e quem o exercita assume uma condição semelhante à divina.

Optar por perdoar é uma das decisões mais difíceis que existem, principalmente se o perdão não for merecido. Essa dificuldade se dá porque a natureza humana clama por vingança e justiça. Mas vim para trazer perdão e salvação do pecado. A questão não é se a pessoa que lhe fez mal merece perdão, mas se você está fazendo o que deve. Ninguém merece perdão. Quem praticou o mal, merece o justo castigo. Mas o perdão vai bem além do senso de justiça. Executar a justiça é da natureza humana; perdoar é divino.

Aprendendo com a dor

Este é meu vigésimo ano na antiga Iugoslávia. Também vivi aqui pouco depois da morte do Presidente Tito, em 1980. Suas fotos ainda eram exibidas em todo lugar e apesar de o país estar passando por uma crise econômica, parecia que ninguém questionava a unidade territorial de então. Mesmo depois de tanto tempo vivendo aqui, ainda não entendo muito bem como uma sucessão de guerras civis brutais e sangrentas deram origem a sete países.

A ponte que devemos cruzar

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros,perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.
Efésios 4:32 NVI

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O perdão não muda o passado, mas aumenta as opções futuras.
Paul Boese (1923-1976)

A magia do perdão

Quem me dera você tivesse nascido menino!” Perdi a conta de quantas vezes minha mãe me disse isso quando eu era criança. Ao considerar a criação que ela teve e as atitudes da sociedade argentina à época, hoje consigo compreender melhor sua decepção de a única criança que ela gerou ser do sexo feminino. Contudo, isso me magoava muito e nos privava da relação carinhosa que mãe e filha devem ter. Para complicar, eu adoecia com muita frequência nos invernos úmidos de Buenos Aires e, quando isso me impedia de ir à escola ou de brincar com meus amigos, minha tristeza e sentimento de isolamento cresciam.

Um pensamento provocador

Recentemente, deparei-me com um versículo bíblico que já havia lido, ouvido e até citado centenas de vezes, mas meditar nele, pensar em suas aplicações práticas e na enormidade das consequências que poderiam advir se eu escolhesse ignorá-lo me ajudou a perceber mais amplamente sua importância.

Mateus 6:14–15 diz: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Porém se não perdoardes aos homens suas ofensas, também vosso Pai celestial não perdoará as vossas.”

Longanimidade—o fruto conciliador

“O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.”1

"Se meu irmão me ofender, quantas vezes devo perdoá-lo?" —alguém perguntou a Jesus, e depois tentou adivinhar. "Sete vezes?"

"Não... setenta vezes sete!" foi a resposta.2 Em outras palavras, devemos sempre perdoar.   

A cor do amor

Nos últimos anos, temos acompanhado os horrores resultantes do crescimento da animosidade entre pessoas de raças,ideologias ou religiões diferentes. Os confrontos étnicos e a violência política na África, o contínuo derramamento de sangue no oriente médio e as tensões raciais em muitos outros países suscitam questionamentos sobre o estado em que se encontra a humanidade. Na maioria dos casos esses conflitos são guerras civis ou internas, cujas vítimas são, principalmente, civis que não estavam diretamente envolvidos na questão.

Perdão

O perdão não muda o passado, mas aumenta as opções futuras.
— Paul Boese (1668-1738)

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Sem o perdão, a vida é governada por um ciclo interminável de ressentimentos e revanches.
— Roberto Assagioli (1888–1974)

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