Ame Deus. Ame quem Ele ama.

Ame Deus. Ame quem Ele ama.

Minha mãe sempre usou provérbios populares para ilustrar o que queria nos dizer e nos ajudar a fixar lições e valores. Ela os dizia com a propriedade obtida do que aprendeu com a vida, pois “a vida ensina a viver” —como ainda nos lembra. Quando eu aprontava muito (o que não era raro) lançava advertências que assustavam: “Quando meus males forem velhos, os de alguém serão novos”, em que “males” eram meus maus comportamentos e “alguém” se referia a mim, cujos novos males seriam fornecidos pelos meus filhos.

Dona Aracy nunca economizou carinho ou castigos comigo. Estes não faltavam e, reconheço, eram praticamente inevitáveis. Ela reconhecia com muita franqueza a peste que eu era, mas também me amava e era mais do que franca com seu amor. E cair ou não nas suas graças dependia muito, mas muito mesmo, de quão bem tratavam seus filhos, o que ela explicava com uma de suas frases emblemáticas “Quem meu filho beija, minha boca adoça.”

E, mesmo não sendo praticante de nenhuma religião oficialmente reconhecida, ensinou-me assim a importante ligação entre as duas leis da vida que Jesus disse abrangerem todas as outras: ame Deus e ame os outros.1 “Ame Deus e ame aqueles que Ele ama”, ou seja, todo mundo. Se de fato amarmos Deus e acreditarmos que Ele nos criou conforme Sua imagem e semelhança, como ensina a Bíblia, amaremos e respeitaremos cada uma de Suas criações a ponto de procurar entendê-las melhor e aceitar cada um com suas falhas, manias e tudo mais. Quem beija Seus filhos, Sua boca adoça.

1. Ver Mateus 22:37–39.
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Mário Sant’Ana

Mário Sant’Ana

Mário Sant’Ana é editor da revista Contato desde sua primeira edição, em 2001. Mário é fundador e diretor do Projeto Resgate, uma organização sem fins lucrativos em Joinville, SC.

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