Dar

Quando ninguém notava

O dia estava monótono e chuvoso. Sentada à janela em Leicester, na Inglaterra, eu observava a chuva formar pequenos “rios” no vidro da janela. Um amigo me deixou ficar em sua casa enquanto ele estava em viagem e eu cuidava de um membro da família doente, em seus últimos dias. Da casa até a Leicester Royal Infirmary, onde a pessoa estava internada, era meia hora de ônibus e era ali que eu passava a maior parte dos meus dias.

A pulseira verde

Jamais esquecerei a primeira vez que fui ao Exit Rock Festival —evento anual realizado nas proximidades de um lindo castelo em Novi Sad, uma linda cidade sérvia às margens do Danúbio. Havia palcos em toda parte, as ruas estavam tomadas pelas multidões e das imensas vilas formadas por barracas se ouviam todos os estilos de música que se misturavam aos aromas de chevapi —um prato à base de carne, típico daquele lugar. Era uma atmosfera de fraternidade, caos e liberdade. Mas parecia que eu não ia participar de tudo aquilo.

Um verdadeiro bom samaritano

Um artigo publicado no site da BBC Newsme levou a autoquestionamentos nada fáceis. O texto relata a história de um “bom samaritano” dos dias modernos e oferece um exemplo inspirador do impacto que pode ter um ato de bondade.

A matéria me fez avaliar minha vida ultimamente. Teria eu feito o mesmo? Estaria disposta a arriscar meu emprego para ajudar um estranho em necessidade? Insatisfeita com as respostas que dei a mim mesma, tentei perguntas que não parecessem tão dramáticas. Os meus amigos me consideram uma pessoa disposta a ajudar? Será que fiz algo puramente altruísta recentemente?

O oásis

Faz algum tempo,passei duas semanas nos campos de refugiados da República Saarauí, na cidade-oásis de Tindouf, no sudeste argelino. Nossa equipe de dez pessoas, com idades de variavam de 15 anos a 50 e alguma coisa, saiu de sua base em Granada, Espanha, para fazer uma série de palestras e apresentações nas escolas e centros comunitários dos acampamentos.

Os saaráuis são remanescentes das tribos que viviam nômades no território antes conhecido por Saara Ocidental. Durante os 100 anos em que aquele povo permaneceu sob o domínio espanhol, habituou-se a situações mais estacionárias e construiu grandes comunidades, como a cidade de Smara.

Encontre a alegria de dar

Faz alguns meses, citei Philip Yancey quando disse que os cristãos não têm a opção de ignorar os problemas, especialmente quando podem intervir para melhorar uma situação. A vocação dos que abraçam o cristianismo é tornar o mundo um lugar melhor.

Cumprir com essa obrigação raramente é fácil ou indolor e uma frequente restrição que enfrentamos são nossas próprias condições financeiras. Os recursos são limitados e esticam até certo ponto. As intenções altruístas esbarram muitas vezes em limites muito reais. Somos solidários ao sofrimento alheio, mas devemos nos sacrificar para ajudar os outros? E se o fizermos, por quanto tempo aguentaremos? Creio que você encontrará nestas páginas algumas respostas interessantes, inspiradoras e inovadoras para essas perguntas.

Anjos de Vanessa

O Sol se escondia no horizonte quando peguei a estreita estrada na região central do México, a caminho de Dallas. Amber, minha esposa, dormia ao meu lado. Pelo retrovisor vi, sentadas no banco de trás, minhas três filhas: Tory, minha menina prodígio de quatro anos; Shelly, que acabou de fazer dois; e Vanessa, a bebê. Também dormiam profundamente. Pensei em parar para tomar café, mas preferi seguir em frente. Se eu parasse, todas acordariam. Além disso, corríamos contra o tempo. Eu não me importava em dirigir à noite, quando as crianças estão dormindo e a temperatura amena. Era uma oportunidade para pensar e eu precisava disso. O ano não tinha sido nada fácil.

Retorno garantido

Não é preciso ser milionário para dar o que tem. Não há um filho de Deus que não possa dar algo para ajudar alguém menos favorecido. Talvez você pense que não tem condições de dar, ou talvez não possa dar muito no início, mas Deus abençoa a todos os doadores. Se você não for rico, tem mais uma razão para dar: Deus o abençoará e o ajudará a ter mais. 

Ele opera Seu sistema financeiro ao contrário do que faz o mundo. O mundo diz: “Comece a dar quando tiver um milhão.” Mas o Senhor diz: “Dê agora o que tem agora e lhe darei mais.” O homem diz: “Primeiro, eu. A autopreservação é a primeira lei da natureza.” Mas Deus ensina: “Dê prioridade a Mim e aos Meus, e então cuidarei de você.”Não existe um doador pobre. Ninguém que dá com generosidade —mesmo se for apenas parte do pouco que tem— pode ser pobre, porque Deus abençoará essa pessoa com mais.

Generosidade extravagante

O ato de dar melhora nosso relacionamento com nossos bens e com o mundo material no qual vivemos. Todos gostamos de ganhar dinheiro, mas há outras coisas que também desfrutamos, tais como o amor de nossa família, pertencer a uma comunidade, a sensação de que a vida tem significado, que estamos realizando algo, contribuindo e ajudando. Gostamos de fazer uma diferença positiva na vida das outras pessoas. Mas como manter o equilíbrio e a perspectiva? Como adequadamente garantir para nós e os nossos as necessidades básicas como comida, abrigo, educação e saúde e, ao mesmo tempo, ter propósito na vida? Como podemos evitar nos preocuparmos excessivamente com as coisas que, em última análise, não satisfazem, para cultivar as que trazem verdadeira satisfação? A prática intencional da generosidade nos ajuda a hierarquizar melhor nossas prioridades.

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