Elsa Sichrovsky

Elsa Sichrovsky é escritora freelance. Vive com sua família em Taiwan.

Dores do crescimento

Durante um teste de ortografia com uma turma da 1ª série, notei a folha de Cindy estava em branco. “Não me lembro de nenhuma resposta!” — respondeu chorando. Levei-a pela mão para fora da sala e a orientei a respirar fundo. Juntas, falamos sobre fonemas que havíamos estudado naquela semana. Depois dessa revisão e umas palavras de ânimo, Cindy se lembrou de duas das oito palavras da avaliação. Isso a deixou aliviada, mas a experiência como um todo parecia ter sido um duro golpe na sua frágil autoconfiança.

Um canal

Caminhei lentamente para a aula de Conversação em Japonês e, exausta, tomei meu assento habitual. No último semestre da faculdade, o cansaço e a sobrecarga mental estavam me afetando, ainda mais pelo fato de que, enquanto lidava com as pressões dos estudos e trabalhos de conclusão do curso, tinha de procurar um emprego. De todas as disciplinas, Conversação em Japonês era na que eu encontrava as maiores dificuldades. Não era fácil para mim passar três horas retorcendo a língua para entoar as cadências da conversa em uma língua estrangeira.

Só Ele sabe

Quando criança, eu ouvia muitas vezes o ditado: “A oração não é o mínimo que podemos fazer, mas o máximo”. Pensava que qualquer situação pudesse ser resolvida por uma oração sincera. Quando meu pai me disse que um amigo da nossa família, Jim, fora diagnosticado com câncer, decidi orar muito para que ele melhorasse. Ele tinha uma esposa e três filhos no ensino fundamental — certamente Deus não o tiraria de tantas pessoas que dependiam dele. Todos os dias, reservei 10 minutos para orar por aquele homem. No início, havia sinais encorajadores de que minhas preces estavam sendo ouvidas. O tumor estava ficando menor e Jim estava se sentindo mais forte. Estava funcionando!

Aprendendo com os erros

Era o fim de outro longo dia de trabalho. No meu primeiro semestre como professora de Inglês como Segunda Língua (ESL, na sigla em inglês), cada dia trazia dezenas de novos desafios, os quais eu não vencia. Meus alunos não entendiam o que eu tentava lhes ensinar e as notas nas provas eram de chorar. O diretor da escola me dizia que os estudantes não demonstravam estar aprendendo inglês. Os pais reclamavam dos meus métodos de controle da sala de aula. Eu estava fracassando em todos os aspectos do meu trabalho.

Meu coach de carreira

Quando terminei a faculdade, estava decidida a ser tradutora profissional em tempo integral. Por quatro anos, dediquei todo o meu pouco de tempo livre para estudar o par de idiomas com os quais queria trabalhar e para fazer cursos de tradução. Adorava o desafio de transpor significados de uma língua para outra e já era tradutora voluntária havia alguns anos.

Espere no Senhor

Depois de me graduar, eu estava feliz por deixar meus livros e tarefas da faculdade para trás e ávida por vivenciar todas as novas experiências que me aguardavam no mercado. Fora uma boa aluna e tinha certeza de que minha proficiência em língua estrangeira e bons hábitos de trabalho abririam as portas para desafios de meu interesse. Entretanto, não receber ofertas concretas depois de enviar o primeiro lote de currículos me alertou para o fato de que o emprego dos meus sonhos não ia aparecer tão rapidamente quando eu imaginara.

Uma guarda aos meus dedos

A Bíblia tem muito a dizer sobre o poder de nossas palavras. Um dos meus versículos favoritos sobre o tema é “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.”1 Obviamente, como a Bíblia foi escrita antes da atual era das mídias sociais e aplicativos para troca de mensagens, nada diz sobre a capacidade que os dedos que digitam têm para ajudar ou prejudicar.

Natal na faculdade

No fim do meu segundo ano da faculdade, eu tentava, sem nenhum sucesso, entrar na “vibe do Natal”. Era uma combinação de felicidade pelo fim do ano letivo com as dificuldades de um trabalho que estava me tirando a paz. Na antessala do gabinete do meu orientador, esperando para discutir o referido trabalho, lembrava saudosa das alegrias das festividades de Natal de infância.

Amar enquanto posso

Desentendimentos com meus pais marcaram meus anos de faculdade. Tivemos uma discussão sobre o tempo que eu gastava para expandir minha vida social, meu novo amor pelos talk-shows, meu desejo de comprar uma moto e uma miríade de outras coisas, triviais em retrospecto, mas de grande importância para mim na época. Via meus pais como guardiões antiquados bloqueando meu caminho para o pleno gozo do auge da minha vida.

Diferente e mais profunda

Fui criada em um lar cristão por dedicados pais cristãos. Orávamos antes de sair de casa, sempre que entrávamos no carro, antes de cozinhar, antes de começar uma lição de casa e, claro, antes de dormir. As estantes estavam sempre cheias de livros devocionais infantis e exemplares da Bíblia e assistíamos desenhos animados da Bíblia à noite.

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