Joe Johnston

Joe Johnston é autor e ghostwriter. Vive no México. 

Escutando por nós duas

O campeonato estava nos playoffs. O Heat estava à frente dos Lakers por 2 a 1, e a quarta partida da melhor de sete estava marcada para aquela tarde. Eu estava ocupada! Eu sempre estava ocupada, mas naquele dia ela tinha convidado amigos para o almoço, o que deu à palavra “ocupada” uma dimensão inteiramente nova.

Valor líquido e padrões de reprodução do abraço comum

As placas não passavam de retângulos de madeira com o fundo branco, sobre o qual se liam em letras vermelhas as palavras “ABRAZOS GRATIS”, circundadas por flores, corações e outras decorações pintadas para chamar a atenção. Dirigimo-nos até o ponto combinado no campus universitário para encontrar o resto da turma e juntos circularmos pelo centro de Guadalajara, no México, em busca de desconhecidos sobre quem derramarmos atos de bondade.

Placas em riste, avançamos qual um exército de afeição. “Quer um abraço grátis?” era nosso grito de guerra.

Pequenos passos verdes de progresso

Os médicos explicaram para Joe que havia quebrado o braço, resultado de suas atividades de traceur. O seu mundo girava em torno da superação de obstáculos enormes, corridas, escaladas, saltos e rolamentos, nos circuitos da paisagem urbana. Joe forçava seus limites saltando carros, muros e correndo sobre telhados. Às vezes, exagerava, enquanto Destino o observava à distância, esperando sua chance.

Na manhã em que quebrou o braço, Joe havia saído com uns amigos para treinar para um vídeo caseiro. E foi durante o aquecimento que Destino achou espaço para agir.

E se?

Kika tinha olhos azuis e um sorriso capaz de amolecer qualquer coração de pedra.  Gostava de gatinhos de pelúcia, sorvete e de fazer bolas de chiclete. Estava aprendendo o abecedário e a fazer a contagem regressiva a partir do dez. Contudo, em seis anos de vida, jamais dera um único passo.

Nascera com espinha bífida, uma condição rara que a mantinha paralítica da cintura para baixo. Ela percorria a casa em uma pequena cadeira de rodas e, sob a escada havia outra, um pouco maior, para quando a criança crescesse.

A quarta folha

Coleciono trevos de quatro folhas. É um hobby —como fazer tricô ou jogar basquete.

Segundo o nobre credo dos colecionadores de trevos, cada folha representa algo: a primeira, esperança; a segunda, fé; a terceira, amor; e a quarta, boa sorte. Para a maioria dos mais afortunados que encontra um desses raros exemplares, a quarta folha representa um dia abençoado, saúde, um beijo de Deus, ou talvez um lanchinho azedo. Para mim, era mais um item precioso que acrescentaria à minha coleção.

Cinco coisas que amo em Jesus

Imprevisibilidade: Jesus tem um plano intricado para o Universo inteiro, mas adoro como Ele parece ser perfeitamente imprevisível com relação às coisas que não têm tanta influência nesse plano. Coisas como a textura irregular da casca das árvores, ou o lugar de onde ramificará o próximo galho. Ou isso, ou não é nada imprevisível e aquele galho precisará estar bem ali para o perfeito funcionamento do Universo. Se for o caso, então adoro como Ele faz com que pareça imprevisível para mim.

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