Renovação

Retiro na floresta

No último inverno, fiz uma viagem de cinco semanas para captar recursos para um projeto de auxílio humanitário do qual participo. Meu plano era ambicioso —possivelmente, um pouco demais. Depois de um mês formado por dias longos e intensos, senti que minha vida espiritual e disposição geral estavam afetadas.

Escolho a montanha

Conforme seguíamos pela estrada que serpenteava montanha acima, eu me perguntava se a casa de nossos amigos ficaria no topo da montanha. A noite havia caído quando finalmente chegamos ao nosso destino. Mas até mesmo à noite, as montanhas pareciam ter vida.

No escuro, seguimos nosso anfitrião por uma escada não muito estável até a varanda. A paisagem era de tirar o fôlego. Diante de nossos olhos, a mais bela vista da cidade turca de Iskenderun, banhada pelo Mediterrâneo, salpicado de luzes piscantes, com se um anjo tivesse esparramado estrelas na escuridão.

Pesos que viram asas

Em um mosaico na histórica Capela de Wesley, em Londres, lê-se: “Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a Tua mão me guiará e a Tua destra me susterá.”1

O ser humano sempre desejou voar, elevar-se acima dos limites e problemas da terra. É como se nos sentíssemos confinados, descontentes com o “aqui” e certos de que a vida deve ser mais fácil, mais emocionante, melhor, mais livre no “lá”, logo do outro lado do próximo morro.

Plano de paz

A paz é um dos “frutos do Espírito”1. Uma das bênçãos especiais que a Bíblia promete aos que se esforçarem para viver próximos de Deus. Em hebraico, a palavra traduzida para “paz” na maioria das versões do Antigo Testamento denota plenitude, saúde e bem-estar geral. No Novo Testamento, o termo usado significa tranquilidade interior —uma combinação de esperança, confiança e tranquilidade da mente e da alma.2 Nos nossos dias, esse tipo de paz pode ser elusivo.

Não há formula mágica para alcançar a paz, mas, com toda certeza, há certas coisas que podemos fazer para promovê-la.

A onda

Estava com os nervos à flor da pele quando vi que um amigo me enviara um videoclipe por email. Era uma coletânea de cenas de praias relaxantes, com uma música instrumental ao fundo. As ondas se desenrolando na areia me fizeram pensar na beleza serena da criação de Deus, e o som que produziam acalmaram meu espírito.

Quando estava tranquila o bastante para pensar com clareza, ocorreu-me que grande parte das ondas resultam dos ventos em alto mar, ou seja, da turbulência. O movimento é incessante e as ondas se formam com o tempo e a distância, adquirem momentum e rebentam ao chegarem na parte rasa. Espalham-se na areia morna até serem apenas uma fina lâmina depois do que, lenta e silenciosamente, retornam para o mar. E o ciclo se repete sem parar: as ondas se formam, rebentam, se espalham e recuam.

Momento de pausa

O prazo de entrega do documento que eu estava escrevendo se aproximava rapidamente e eu ainda não havia chegado à metade do texto. Estava trabalhando a todo vapor, mas minha mente estava estressada demais para pensar com clareza, minha visão já estava ficando prejudicada pelo cansaço e meus ombros doíam por eu passar tanto tempo debruçada sobre o teclado.

Tire o peso das costas

Vou lhe propor uma charada. O que pode parecer um pouco mais de trabalho agora, mas significa uma grande economia de esforço com o tempo?

Vou dar umas pistas. É uma prática várias vezes citada na Bíblia e aqueles que realizaram mais para Deus dependeram dela. É um conceito transformador de vida, mas também de difícil compreensão, pois contraria o raciocínio natural.

O spa

Recentemente, percebi que havia concedido a mim mesma uma “licença para reclamar”, quando certas coisas aconteciam. Via de regra, eram trivialidades como ter de limpar algo quando eu estava cansada, ou quando meu marido chegava tarde. Eram coisas que eu poderia ter tirado de letra se não tivesse predeterminado que me cabia o direito de ficar ranzinza nessas circunstâncias.

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