Às marteladas

Às marteladas

Já se perguntou por que, de tempo em tempo, é preciso aprender “da maneira difícil”? No momento em que as coisas estão em “alta” na sua vida, algo acontece e você baixa uns pontos na escala da felicidade. “Por que eu?” “Por que agora?” Em vez de ajudarem a reverter a situação, perguntas assim só a pioram. Por fim, você lembra que apesar de não entender as circunstâncias nem ver nada de bom que possa resultar de suas atuais dificuldades, Deus sim. Como sabe que Ele sempre tem um plano, decide confiar e aguentar firme, sabendo que Ele dará um jeito nas coisas.

Não faz muito tempo, eu me encontrava entre as fases de questionar e confiar desse ciclo, quando meu marido, Ivo, voltou da sua corrida diária e me contou algo que me fez pensar. Vivíamos em um bairro que fica no alto de um morro, com árvores floridas e lindos jardins. Isso é perfeito para o Ivo, que adora fazer exercícios físicos e jardinagem.

Toda manhã, passa por uma praça que tem um chafariz e um gramado belíssimo e, há alguns dias, notou que uma parte da grama estava secando por falta de água. O resto do gramado se encontrava bem atendido pelo sistema de irrigação, mas por conta de um defeito em um dos aspersores, aquela porção de grama estava morrendo.

Tão logo Ivo parou para examinar mais de perto a situação, o jardineiro que atende à vizinhança, percebendo o problema, aproximou-se do dispositivo defeituoso, tirou um martelo de sua maleta de ferramentas e deu uns golpes rápidos no cabeçote do aspersor, cujo mecanismo, aparentemente, havia sido travado por um pouco de terra. Na mesma hora, a água voltou a fluir por aquele ponto do sistema de irrigação com suficiente pressão para molhar a área que fora prejudicada. Com o tempo, todo o gramado ficou igualmente verde e bonito.

Deus, como o jardineiro, às vezes permite que a vida nos dê umas marteladas para nos limpar, para que possamos fazer o melhor ao nosso alcance para embelezar nossa parte do Seu jardim.

Marie Boisjoly

Marie Boisjoly

Marie Boisjoly é franco-canadense, há 45 anos envolvida em serviços comunitários cristãos. Vive atualmente no México com o marido, onde trabalha com terapia do riso e é diretora da “Coloreando el Mundo” (Colorindo o Mundo), um espetáculo com palhaços e fantoches, e é distribuidora de produtos educativos e motivacionais.

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